Muita gente fala por aí que o Paraná é um estado de direita. E à primeira vista, isso pode até fazer sentido. Afinal de contas, há anos somos dirigidos por uma casta política que só governa para os interesses da elite. Destroem o meio ambiente, sucateiam a educação, atacam servidores públicos sem dó e vendem o que é de muitos para encher os bolsos de poucos. Também é impossível esquecer que foi daqui que saiu Sérgio Moro e outras figuras nefastas para a política nacional, que mudaram os rumos do país e mancharam a nossa história.

Diante disso, pode parecer uma conclusão fácil que o Paraná é de direita. Mas quem conhece a nossa história, sabe que somos muito mais que isso. O Paraná é tupi-guarani desde o seu nome e é um território em disputa. Se aqui enfrentamos grandes ataques, também organizamos muita luta. Não à toa, é da nossa terra que brotou o MST, maior movimento popular da América Latina. Foi também aqui, na batalha do Centro Cívico, que os servidores se tornaram exemplo nacional defendendo seus direitos com bravura mesmo diante da repressão mais brutal. Em 2016, foi do nosso chão que floresceu a Primavera Secundarista que tomou conta de mais de mil escolas pelo Brasil. Dessas, 800 eram só no Paraná. 

O mito do Paraná conservador esconde a nossa história e serve justamente para isso: conservar os velhos e podres poderes que há tempos dominam nosso estado. Nós acreditamos que é preciso derrubar esse mito. Tem quem nos chame de sonhadores, utópicos. Mas nós sabemos que pra quem tem coragem e aposta na luta coletiva, o impossível fica ali do lado do inevitável. 

Vivemos tempos de guerra, ódio e violência. No mundo todo, a extrema-direita tem mostrado suas garras fascistas e apostado em um projeto de extermínio. É claro que isso dá medo. Mas a coragem não é o contrário do medo. Ela é o que vem depois do medo. E talvez o maior ato de coragem nessa vida é justamente ser aquilo que se é.

É ser mulher, mãe e feminista em um mundo marcado pelo machismo e pela misoginia. É ser professora e defender a educação pública de peito erguido, mesmo diante de um batalhão. É ser socialista e ousar defender um mundo radicalmente diferente. É ser uma parlamentar anti-parlamento, que sabe que as verdadeiras mudanças só acontecem com o povo na rua.

Quando a coragem de muitos se encontra, é aí que nós temos a chance de fazer história. Em 2024, nós elegemos o primeiro mandato do PSOL em Curitiba. Até tentaram nos silenciar, mas saímos mais fortes. 

Agora, queremos fazer história mais uma vez elegendo a Professora Angela como primeira deputada estadual do PSOL na ALEP. É hora de convocar a coragem e disputar o futuro do Paraná!

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